Dia Mundial do meio Ambiente!

Vocês conhecem o Dia Mundial do Meio Ambiente?

Ele foi designado pela Assembleia Geral da ONU, no dia 05 de Junho de 1972, durante a Conferência de Estocolmo sobre o Ambiente Humano. O evento também foi determinante para a criação da ONU Meio Ambiente.

Ele foi designado pela Assembleia Geral da ONU, no dia 05 de Junho de 1972, durante a Conferência de Estocolmo sobre o Ambiente Humano. O evento também foi determinante para a criação da ONU Meio Ambiente.

Em 1974 o evento foi celebrado pela primeira vez com o tema: “Apenas Uma Terra”. E em 77, o evento já estava chamando a atenção para os problemas na nossa camada de ozônio. Em 2019 o tema central não é o mesmo, mas tem influência direta nele.

O Dia Mundial do Meio Ambiente é o maior evento internacional de sensibilização e ações para a proteção do meio ambiente, e desafia as pessoas a praticarem alguma ação para cuidar do planeta, dentro do tema proposto em cada evento.

Esse ano, o tema é a Poluição do Ar e terá sua sede na China, que por enfrentar graves consequências da poluição há tanto tempo, é hoje um dos principais ativistas no combate da problemática, podendo auxiliar outros países em suas medidas também.

A ONU convida a refletir sobre mudanças possíveis nas nossas rotinas para reduzir a poluição do ar e lança um desafio (desafio da máscara) que incentiva pequenas mudanças de hábito ao longo da semana, como forma de trazer o assunto à um grande número de pessoas e mostrar que pequenas mudanças trazem benefícios para todos.

Dados preocupantes informam que o número de mortes causadas pela poluição do ar em ambientes externos em todo o mundo chega a 8,8 milhões de pessoas POR ANO e 9 em cada 10 pessoas estão expostas a altos níveis de poluição do ar, que excedem os números considerados seguros pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

As doenças advindas da poluição do ar são muitas e variam desde doenças respiratórias até doenças que impactam diretamente no desenvolvimento intelectual da população. E isso influencia diretamente no desenvolvimento econômico das regiões mais afetadas. A agência da ONU aponta que a poluição do ar é um fator de risco crítico para doenças crônicas não transmissíveis, provocando quase um quarto (24%) das mortes por doenças cardíacas, 25% dos óbitos por acidentes vasculares cerebrais (AVCs), 43% por doença pulmonar obstrutiva crônica e 29% por câncer de pulmão.https://nacoesunidas.org/onu-9-em-cada-10-pessoas-no-mundo-respiram-ar-poluido/

Diversos países mantêm informações disponíveis em tempo real, sobre a qualidade do ar para consciência da população e quando os níveis de toxinas estão acima do máximo permitido, emitem comunicado de alerta. Cidades como Londres e Paris chegam a tomar medidas extremas quando isso acontece, proibindo a circulação de carros.

Enquanto diversos países estão se manifestando e aderindo à diferentes campanhas de combate à poluição do ar, o Brasil parece ainda não compreender a gravidade do assunto. A OMS vem trazendo recomendações desde 2000 para os limites do MP 2,5, que é um dos poluentes mais perigosos do mundo e atualmente, a organização recomenda que as emissões deste poluente não passem de 10 µg/m³ por ano ou 25 µg/m³ em 24h.

E até o ano passado o Brasil não tinha estabelecido seus limites em nível nacional. A determinação para o estabelecimento desses limites só aconteceu quando a Resolução 491 do CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) foi aprovada. No entanto, a medida não estabelece urgência nas recomendações feitas pela OMS. A redução da emissão do poluente será feita e etapas e ainda não têm data para acontecer.

E isso tudo é bastante sério. Nós brasileiros ainda não temos consciência da qualidade do nosso ar e tampouco das graves consequências que já estamos sofrendo com isso.

Um estudo recente, feito pelo Instituto da Saúde e Sustento e do Ministério Público Federal, divulgado pelo Jornal Nacional nessa Semana Nacional do Meio Ambiente, aponta que 50 mil pessoas por ano morrem no Brasil, devido a poluição do ar.

O estudo mostra também, que o PRONAR (programa Nacional de Controle do Ar), criado a 30 anos, com o objetivo de monitorar a qualidade do ar, não funciona. Pelas regras do PRONAR, cada Estado do país deveria ter sistemas de monitoramento e alerta. Seis Estados possuem o programa, mas apenas São Paulo e Espírito disponibilizam informações em tempo real para a população.

No entanto, quando as cidades atingem os níveis de emergência, não existe nenhum tipo de alerta emitido, tampouco ações imediatas de reparo. Ao todo, temos 319 estações de monitoramento da qualidade do ar, ativas. E cerca de 80% delas NÃO mede as substâncias mais nocivas.

Existem diferentes tipos de poluição em diferentes tipos de ambientes e é importante saber identificar e entender as principais delas para que seja possível desenvolver pequenas mudanças que fazem uma grande diferença.

Por exemplo: poluição nos ambientes domésticos, a queima interna de combustíveis fósseis e madeira, por exemplo; nos Ambientes industriais, podemos citar as usinas termoelétricas movidas a carvão e os geradores a diesel e o uso de solvente, entre outros grandes poluidores; nos transportes, que representacerca de um quarto das emissões de dióxido de carbono, presentes na atmosfera; e na agropecuária.

Já pararam pra pensar em quem mais sofre com tudo isso?

Além da variação na qualidade do ar entre diferentes cidades, existem grupos de pessoas que sofrem mais as consequências do que outras: Idosos, crianças e gestantes, portadores de doenças cardiorrespiratórias e toda população mais pobre.

A população mais pobre reside em zonas afastadas dos grandes centros, e por isso passam mais tempo no trânsito, expostos à poluição. Além disso, construções precárias favorecem a permeabilização de poluentes.

“A poluição do ar ameaça a todos nós, mas as pessoas mais pobres e marginalizadas enfrentam as maiores consequências”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Preservar áreas protegidas, proteger nossa fauna silvestre e demarcar terras indígenas, que tem papel vital na conservação das nossas florestas, é necessário e urgente. A plantação de árvores também é uma ação que pode não só ajudar na qualidade do ar, como ajuda a reduzir altas temperaturas na cidade, e auxilia também na saúde dos animais, que também sofrem com a poluição. Como as abelhas que hoje, correm grande perigo e isso ameaça toda a vida da Terra.

A queima de resíduos a céu aberto e o acúmulo de lixo orgânico em aterros sanitários emitem dioxinas nocivas, metano e carbono negro na atmosfera. É um grave problema que atinge principalmente países em desenvolvimento.

Existem também os poluidores naturais, como é o caso das erupções vulcânicas, das tempestades de areia e das chuvas ácidas. Ainda assim, é importante enfatizar que os problemas se agravam catastroficamente, devido às ações humanas.

Maio de 2019 teve o maior nível de CO2 na atmosfera já registrado e esse aumento é alarmante.

A poluição do ar pode ser combatida, não apenas para as futuras gerações, mas pelas famílias e crianças que estão morrendo AGORA, pela fauna e flora que estão morrendo AGORA. Ainda temos grandes chances de melhorar esse cenário. Mas precisamos de união e a hora é agora! 

O Dia do Meio Ambiente não é uma comemoração, é um alerta! E aí, qual vai ser seu papel nessa mudança?

A gente fez uma sequência bem especial, contextualizando tudo sobre a poluição do ar no nosso Instagram. Já seguiram a gente lá? Corre lá na @athapelnatureza e vem saber mais sobre a Semana Nacional do Meio Ambiente!

Fonte de informações: ONU Meio Ambiente

O Eco

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