“A beleza salvará o mundo”

(Dostoiewski)

            Uma instituição de ensino que não leva em conta a arte como direito dos seus educandos não cumpre seu papel formativo. Vivemos num mundo dominado pela técnica e pela velocidade e, por vezes, a arte é apresentada como um complemento aos que dispõem de tempo e dinheiro para se dedicarem a ela.

            Entretanto, a arte é um componente fundamental da condição humana e não valorizá-la contribui ainda mais para o processo de desumanização a que nossa sociedade está sendo submetida.

            Valorizar a arte não é admiti-la no currículo por imposição legal, mas propiciar a toda a comunidade escolar um encontro com a realidade estética. Quando o corpo pedagógico, colaboradores, alunos e famílias se envolvem em ações que têm a arte como seu fundamento e finalidade o aprendizado extrapola os limites convencionais e penetra no mais profundo de suas vidas.

            Promover momentos e ações que envolvam a todos com a experiência estética é uma forma da escola contribuir de maneira concreta para o furturo da humanidade. A experiência com a dança, escultura, pintura, literatura, teatro, música ou cinema permanecaerá como uma marca de criatividade que será sempre uma lembrança e um estímulo.

           A sociedade contemporânea padece pela falta de criatividade. Sem criatividade não se experimenta a liberdade. Sem a  liberdade permanecemos na mesmice de uma rotina que nos deprime e robotiza. Que a arte nos conduza sempre pelos caminhos da liberdade.

Prof. Geraldo Luiz de Souza (professor e supervisor do Colégio Ateneu)

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