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Publicação: 07/11/2011 07:10 Atualização: 07/11/2011 07:20
A imagem do aluno carregando uma mochila cheia de livros começa a ser redesenhada no Brasil e no mundo. Na figura moderna, a mochila permanece, o que muda é o conteúdo. Não significa que as obras sumirão da cena. Elas simplesmente começam a ser compactadas em arquivos virtuais e armazenadas em um tablet — equipamento portátil sensível ao toque. O aparelho chegou recentemente ao mercado e tem conquistado espaço entre educadores e escolas. Em Brasília, não é diferente. Várias unidades de ensino usam o equipamento como ferramenta pedagógica e uma delas, o Sigma, já está exigindo o aparelho na lista de material escolar. Isso porque, a partir do próximo ano, o colégio substituirá os 16 livros didáticos por versões digitais. Outras escolas ainda acham precoce colocar um computador na mão de cada aluno.O colégio decidiu apostar em uma tendência mundial, que vê no tablet a modernização das tradicionais aulas movidas a quadro-negro e giz. Na Coreia do Sul, por exemplo, a partir de 2014, o material didático não será mais impresso. Pequenas tiragens serão publicadas apenas para abastecer bibliotecas. Em Taiwan, os livros já foram substituídos por versões digitais. Até mesmo o ato de escrever com uma caneta está ameaçado de desaparecer. Em alguns estados americanos, o ensino da letra cursiva deverá ser opcional a partir de 2011 (leia Para saber mais).
A inserção desse tipo de aparelho nas salas de aula brasileiras veio poucos meses depois do lançamento do primeiro modelo de iPad, em novembro de 2010. A inédita experiência ocorreu no início deste ano em um pré-vestibular da cidade paulista de Campinas, quando todas as apostilas foram trocadas por versões para tablet.
No modelo candango, a princípio, as turmas de 1º ano do ensino médio serão as pioneiras. As demais continuarão com o método tradicional. Apesar de a maioria das correntes de educadores apostar nos tablets como revolução nas ferramentas de ensino, a extinção do livro de papel tem suscitado dúvidas em pais e alunos sobre a real eficiência do novo modelo e o peso da inovação no bolso, além do perigo de assaltos. “Sem tablet eu já fui assaltada, imagina se souberem que todos os alunos têm um?”, questiona a estudante do 2º ano do ensino médio Gabriela Macedo, 16 anos.













